PARANÁ CLUBE para o time do Grêmio Futebol Portoalegrense na Vila Capanema

São apenas seis rodadas do Campeonato Brasileiro. Mas o campo já deu um recado claro para o Grêmio: é preciso aumentar o repertório ofensivo. Isso pode parecer estranho em uma equipe considerada a melhor da América, com goleadas no currículo em 2018. Entretanto, são quatro pontos desperdiçados em dois 0 a 0 consecutivos, contra Inter e Paraná, este último no domingo, no Durival Britto. Adversários com a mesma estratégia para brecar o Tricolor.

As semelhanças entre os dois jogos são claras. Tanto Inter quanto Paraná congestionaram a faixa central. Os 11 jogadores atrás da linha da bola, retraídos, e com a intenção de contra-atacar. Dão a posse de bola ao Grêmio – nas duas partidas, quase 70% para os gaúchos. Renato se incomodou com tal postura, a julgar pelas suas entrevistas, mas não passa de um claro sinal de respeito dos adversários (e também uma estratégia que já se mostrou efetiva). O empate impediu o Grêmio de dar um salto na tabela – se vencesse o Paraná, estaria com 11 pontos, com Corinthians e Palmeiras.

– No momento que pega o adversário fechado, vai criar poucas chances se não fizer o gol. Tem que estar mais focado na oportunidade para poder fazer o gol. Sempre difícil enfrentar essas equipes na casa deles. O Paraná tem um campeonato à parte, contra o rebaixamento. O do Grêmio é outra história, briga pelo título. Vamos encontrar vários desta forma. Temos que procurar sair da retranca e aproveitar as oportunidades. Quando aparecer, tem que fazer – pediu Renato.

– Precisa ser mais cirúrgico, criou no Gre-Nal e agora, mas não foi feliz em converter as chances. Passa em matar o jogo na hora certa. Se saísse o primeiro gol, saíriam mais, o adversário ia ter que se abrir – opinou o diretor de futebol Alberto Guerra.

Na partida contra o Paraná, Luan manteve seu perfil ativo, mas não esteve bem tecnicamente e segurou tempo demais a bola. Para furar retrancas coletivamente, uma das situações mais comentadas pelos treinadores é a velocidade para trocar passes. Toques lentos facilitam a marcação do adversário, seja ele quem for.

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