Ciro critica ‘direita entreguista’ e diz que vai investir na produção nacional

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, criticou neste sábado (1º), em Curitiba, o que chamou de “direita entreguista” e afirmou que se eleito vai investir na produção nacional.

Ciro fez uma caminhada com eleitores e aliados políticos pelo centro da capital paranaense.

“Não faz sentido o Brasil importar óleo diesel do estrangeiro deixando 40% da nossa capacidade de refino brasileiro ociosos, gerando emprego nos Estados Unidos com o dinheiro do povo brasileiro”, afirmou o candidato.

“Nós estamos importando do estrangeiro fertilizantes, defensivos agrícolas, agrotóxicos e implementos”, afirmou. Segundo ele, “só este ano nós vamos trazer, do estrangeiro, US$ 17 bilhões com o dinheiro de impostos do brasileiro, financiando emprego nos Estados Unidos, na Europa e na China”, afirmou Ciro.

No primeiro dia da horário eleitoral dos candidatos a presidente na TV e no rádio, o presidenciável defendeu mais debates com os adversários na disputa pela Presidência.

Ele disse que a propaganda no rádio e na TV nem sempre mostra os candidatos como são de fato.

“Tudo isso é produzido. O cara ali diz o que quiser no programa de propaganda. No debate, não. É um contra o outro, e eu vou tirar a máscara dessa direita entreguista brasileira”, afirmou Ciro.

Negociações entre Boeing e Embraer

Durante a entrevista concedida no Paraná, Ciro Gomes ainda falou sobre as negociações entre a Boeing e Embraer.

“Vou desfazer esse negócio. Se consumar, vou desfazer”, afirmou Ciro Gomes.

Em seguida, o candidato afirmou que, se eleito, colocará em prática a golden share, norma segundo a qual o governo tem poder de veto em decisões importantes da Embraer.

Reativação da economia

O candidato também aproveitou a agenda no Paraná para afirmar que o “primeiro motor” para a reativação da economia é aumentar o consumo das famílias.

“Esse motor responde por quase metade das energias que ativam a economia. Ninguém precisa ser economista para entender que, se as famílias consomem, o comércio vende. Se o comércio vende, a indústria produz. Se a indústria produz, ela paga imposto. Se ela paga imposto, a política pública tem onde botar o dinheiro. E a economia é ativada e tudo se resolve. Este é o primeiro motor, e os empregos, obviamente, aparecem”, afirmou.

O “segundo motor”, acrescentou, é aumentar a competitividade entre os bancos. Ciro tem dito que, se eleito, adotará medidas para reduzir os juros, fazendo até que a Caixa e o Banco Central “tomem” os clientes.

“Nós estamos destruindo as indústrias. Qual é a razão disso? É porque o empreendedor brasileiro é incompetente ou incapaz? Não é não. É que estão empurrando em cima dele uma taxa de câmbio que não permite a ele competir globalmente, tão empurrando na goela dele um juro que é impagável”, declarou.

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